Café e TV, e todas as lembranças que vieram agora sentar-se junto à mim. O contorno das palavras não basta, a testa franzida e o sim, o som oval do que não se quer ouvir. Tudo tem seu contorno, e o silêncio é o zumbido que existe entre nós. O zumbido contornado de coisas que não queríamos dizer.
Às vezes saio por aí escrevendo palavras sem pensar nas conseqüências, é como prefiro. Escrevo e tudo se transforma no que me reflete, e somente. No fim estou eu rodeada de espelhos, espelhos sem fim. E eu já não agüento.
Eu já não agüento as correntes, e as mesmas pessoas. Sempre as mesmas pessoas.O que faz bem e mal pra mim. E os espelhos. E o vício, os vícios dos quais muitos já cansaram, e me deixaram. Os meus vícios e inícios infinitos.
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
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2 comentários:
Os vícios nos acompanham por todos os lugares e quando finalmente morrem são substituidos por seus sucessores, rs
Oh vida, oh céus
beijo.
Cuidado com espelhos, eles não mentem e só falam quando são solicitados, mas nos fazem mentir um bocado.
(não que essas mentiras sejam de todas ruins, né?)
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